language mentor

Você está aprendendo uma língua estrangeira há algum tempo, mas sente que não está progredindo muito rápido. Do que você realmente precisa para finalmente atingir o seu objetivo almejado?

Quando peguei pela primeira vez o livro de Zygmunt BroniarczykHow I Learned Eight Foreign Languages” (Como Aprendi 8 Línguas Estrangeiras, ainda não traduzido para o português) como adolescente, meu mundo mudou completamente.

Você já passou por um momento em que de repente tudo parecia claro? Quando aqueles pontos de eventos espalhados aleatoriamente na sua vida, conforme mencionados no discurso de Steve Jobs na Universidade de Stanford, de repente se conectaram?

Devorei o livro em um dia e percebi que queria me tornar um poliglota. A partir daquele momento, minha vida passou a girar em torno de idiomas. Mas como eu deveria aprendê-las? Essa pergunta continuou me incomodando.

Lendo sobre outros poliglotas

Resolvi mergulhar nas biografias de grandes poliglotas e conhecer seus métodos de estudo.

Como estudava Heinrich Schliemann, que, graças ao seu conhecimento de muitas línguas, pôde realizar seu sonho de infância e descobrir a mítica cidade de Troia?

Que método usou Emil Krebs, um poliglota nascido em Świebodzice, cujo cérebro foi preservado após a morte e serviu para pesquisadores entenderem a memória humana?

Sim, como a maioria de nós, eu tinha imagens de muitas produções de Hollywood em minha mente: Mestre Yoda mostrando Luke Skywalker como usar “a Força” em “Guerra nas Estrelas”; o jovem Daniel aprendendo os segredos do karatê com o modesto velho japonês, Mestre Miyagi, no filme “Karate Kid”; ou “O Aprendiz de Feiticeiro” Dave, inicialmente um garoto comum, sendo apresentado aos segredos da magia por Balthazar Blake… Cada aluno tem que ter o seu mentor… Então, quem deveria se tornar meu mentor de idiomas?

Me parecia que aprender línguas, ou qualquer outra habilidade, só exigia encontrar alguém mais experiente que pudesse nos mostrar o caminho para o sucesso.

Entretanto isso não é totalmente verdade.

Você não precisa de um mentor de idiomas.

Na verdade, você não precisa de um mentor. Na realidade, você precisa de três deles. Você deve incluir três tipos de pessoas no sistema de aprendizagem, que irão ajudá-lo a superar as dificuldades e melhorar o que você estudou.

O mestre do MMA e especialista em artes marciais, Frank Shamrock, mencionou isso em seu sistema de treinamento, baseado em três pilares. Ele os nomeou em inglês: “plus” (+), “minus” (-), e “equals” (=).

Para adquirir as habilidades que desejamos, devemos encontrar um professor, alguém que já possua o conhecimento de como atingir a meta escolhida. Eles são mais experientes do que nós, então Frank Shamrock se refere a eles como o “plus” em sua equação de treinamento. Essa pessoa pode nos mostrar o caminho para a vitória. Trabalhar com um mentor é essencial, pois nos permite descobrir como superar nossos limites e reconhecer possibilidades mais amplas.

Mas um mentor só não faz verão. Também precisamos de pessoas do mesmo nível que nós com quem possamos testar nossas habilidades. Frank Shamrock precisava de sparrings com habilidades semelhantes. Graças a eles, ele pôde avaliar o progresso e eliminar imperfeições. Em sua equação, os indivíduos do mesmo nível são representados pelo sinal de “=“.

Para se tornar um mestre, precisamos de mais um elemento que é representado pelo sinal de “menos” e envolve pessoas menos habilidosas do que nós. Devemos nos tornar professores para eles e lhes mostrar como seguir o caminho que já percorremos, mesmo que esse caminho ainda não seja muito longo.

Tornar-se um mestre não é alcançado conseguindo a perfeição, mas transmitindo nosso conhecimento aos outros. Quando nos tornamos professores de alguém, podemos analisar o que sabemos e identificar lacunas no conhecimento. Albert Einstein uma vez disse palavras sábias:

Se você não consegue explicar algo de forma simples, significa que não entendeu bem o suficiente.”

Até que nos testemos como professores, não perceberemos totalmente o quão bem sabemos alguma coisa.

Como aplicar isso a aprender línguas estrangeiras?

Seu “plus” pode ser seu professor, instrutor de idiomas ou simplesmente um amigo, um falante nativo, que pode ajudá-lo a se aprofundar e conhecer melhor o idioma. Também envolve se expor à língua usada pelas pessoas no dia a dia, como assistir a filmes, ouvir música ou podcasts, ler artigos e livros. Envolver-se com a língua viva permite que você veja o quanto está à sua frente, mas também quanto progresso já fez. Cada pequeno sucesso traz uma grande motivação para aprender mais.

=” (iguais) são seus colegas de classe com os quais você pode se comparar enquanto está colaborando e apoiando um ao outro. Também inclui todos os materiais que não são muito difíceis para você, como diálogos de livros didáticos ou livros escritos em linguagem simplificada. Você pode usá-los para testar seu conhecimento e praticar palavras e estruturas familiares em novos contextos.

” (menos) se refere a ajudar os outros na jornada de aprendizagem de línguas. Mesmo que você ainda não conheça muito bem o idioma, aprenderá mais ensinando para outra pessoa. Lembro que quando comecei a estudar espanhol, decidi ensinar minha irmã mais nova também. Essas curtas aulas me permitiram ver o que eu ainda não sabia fazer e consolidar melhor meus conhecimentos existentes. Lembre-se sempre das belas palavras de William Shakespeare:

O sentido da vida é encontrar o seu dom. O propósito da vida é doá-lo.

Então, quem é o seu mentor de idiomas?

De quem você aprende?

Com quem você pratica suas habilidades? Quem é o seu parceiro de aprendizagem?

E quem é o seu aluno? Com quem você planeja compartilhar suas habilidades e talvez até mesmo mudar suas vidas para melhor?

Artigo originalmente publicado em sekretypoliglotow.pl em polonês. Você pode encontrá-lo aqui.

Konrad Jerzak vel Dobosz

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