Você já quis falar com alguém em um idioma que está estudando, mas não se sentiu muito confiante? Talvez de repente tenha ficado sem palavras? Ou talvez você tenha cometido um erro, usado a palavra errada e se envergonhado? Qualquer pessoa que esteja estudando uma língua estrangeira certamente já se viu em situação semelhante pelo menos uma vez. Mas como lidar com isso para que sua primeira conversa com um falante nativo dê certo? Felizmente, existem alguns truques que posso recomendar de olhos fechados para qualquer pessoa:
1. Se você tiver a oportunidade de conversar com um estranho no idioma que está estudando, experimente o método do poliglota americano Moses McCormick. Moses é conhecido por iniciar conversas frequentemente na rua com pessoas com quem ele pode praticar um determinado idioma. Durante essas conversas, ele percebeu que os estrangeiros costumam perguntar as mesmas coisas: Onde você aprendeu o idioma? Por que você está estudando isso? Você já esteve no país deles? Então, o primeiro conselho é o seguinte: prepare-se para uma conversa sobre o idioma que você está estudando. Você achará úteis as seguintes frases: “Esse idioma é muito bonito”, “Quero visitar esta cidade”, “Estou estudando o idioma sozinho”, “Tenho um bom professor”, “Estou estudando a língua todos os dias”, “Estou aprendendo a língua na escola” etc.
2. Boris Shekhtman vai um pouco além de Moses McCormick, fornecendo várias dicas práticas em seu excelente livro “Como melhorar sua língua estrangeira imediatamente” que permitem um rápido avanço para um nível mais elevado de comunicação em um determinado idioma. Boris, entre outras coisas, afirma que falar uma língua estrangeira exige esforço, semelhante a nadar nas profundezas do oceano. Para ter sucesso, precisamos ocasionalmente reunir forças, o que significa que precisamos chegar a uma ilha onde possamos descansar. Portanto, devemos criar ilhas para nós, que são temas bem praticados e sobre os quais podemos conversar sem problemas. Tal ilha poderia ser uma conversa sobre nosso trabalho, nosso país, nossos hobbies etc. Sempre que tivermos problemas para manter a conversa tranquila, só precisamos mudar de assunto de maneira inteligente e “nadar” até uma de nossas ilhas.
3. Quando a conversa não flui por falta de palavras, vamos tentar tomar a iniciativa e fazer perguntas. Não importa se conseguiremos compreender plenamente tudo o que o nosso interlocutor diz, mas pelo menos causaremos uma boa impressão e teremos um momento para organizar os nossos pensamentos e nos preparar para a próxima parte da conversa. Enquanto ouvimos a resposta do nosso interlocutor, procuremos palavras-chave em torno das quais possamos preparar a próxima parte da conversa. Por exemplo, se perguntarmos: “Como está o tempo no seu país?” e eles começam a nos contar longamente que lá sempre chove, basta a gente pegar a palavra “chuva” para entender o contexto e se relacionar com ela, dizendo, por exemplo: “Quando chove, gosto de ficar em casa e ler livros”. Isso nos dará a chance de mudar de assunto para outro em que nos sintamos mais confiantes.
4. Domine bem algumas estruturas úteis que tornarão suas frases mais ricas. Algumas delas permitirão que você construa frases fluentes sem a necessidade de aprender conjugações gramaticais complicadas. Trata-se principalmente de automatizar:
- Verbos: “poder”, “ter que”, “querer”. Em muitos idiomas, eles se combinam com verbos no infinitivo, então se você esquecer como conjugar um verbo, você pode simplesmente combiná-lo com um deles. Por exemplo, se você não se lembrar de como dizer “vou comprar um livro”, você pode dizer “quero comprar um livro” e pronto.
- estruturas que fortalecem a afirmação, como: acho que…, tenho certeza que…, não sei se… etc.
5. Muitas vezes ficamos desanimados pelo fato de alguém corrigir nossos erros ou terminar as frases que começamos, não nos dando tempo para pensar na próxima palavra. Se o nosso interlocutor fizer isso, principalmente se for professor, o melhor é pedir para ele se lembrar dos nossos erros e discutir conosco depois de terminarmos de falar. Dessa forma, receberemos feedback, mas nossa fala não será interrompida constantemente, o que nos ajuda a manter a confiança ao falar.
6. Não se force a falar. Tente sentir quando chega o momento de iniciar conversas com estrangeiros. Alguns de vocês, como o poliglota irlandês Benny Lewis, vão querer falar uma determinada língua desde o primeiro dia; outros – como eu – vão preferir primeiro aprender o básico e praticar o idioma por conta própria antes de iniciar conversas com outras pessoas. Ambas as abordagens são boas. Você só precisa encontrar aquela em que se sente melhor.
O mais importante, porém, é acreditar em si mesmo e nas suas habilidades. Errar faz parte do processo e temos que aceitar.
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Artigo originalmente publicado em sekretypoliglotow.pl em polonês. Você pode encontrar aqui.





