language training

Você se lembra da sua primeira conversa em língua estrangeira com um verdadeiro falante nativo? Com um falante nativo real? Deixe-me contar sobre minha primeira experiência, que me ajudou a aprender por que o treinamento de idiomas é importante.

Foi na metade dos anos 90. A língua inglesa estava lentamente entrando nas escolas, substituindo a língua russa que era odiada pelos alunos. Muitas vezes era ensinado por jovens professores recém-formados. Na minha escola primária, um simpático canadense ruivo também começou a trabalhar.

Ele lecionava apenas para as turmas mais velhas, mas um dia nossa professora nos disse que o havia convidado para uma das aulas conosco. Ficamos sabendo que cada um de nós teria a oportunidade de fazer uma pergunta para ele. Claro, poderíamos preparar nossas perguntas com antecedência.

Como resultado, passamos os dias seguintes não apenas pensando no que poderíamos perguntar para ele, mas também nos concentrando em como construir frases corretamente em inglês.

Quando dizer “town” e quando dizer “city”?

A aula passou bem rápido. Todos tentaram perguntar alguma coisinha. Não me lembro exatamente o que perguntei naquela época. Acho que é porque eu estava mais focado em não me envergonhar e fazer a pergunta corretamente. Não estávamos realmente preocupados em saber algo sobre nosso convidado canadense. Só queríamos causar uma boa impressão.

A aula me ajudou com o meu inglês? De certa forma, sim, porque aprendi a diferenciar as palavras “town” e “city”. Um dos meus colegas não tinha certeza se deveríamos usar a palavra “city” para nossa cidade. O professor canadense perguntou para ele: – Tem um McDonald’s aqui? Se sim, então é uma “city”. Se não, então use a palavra “town”. Ainda me lembro daquele conselho e funciona muito bem na prática.

Mas, embora tenha aprendido a diferenciar “town” de “city”, não fiz muito progresso além disso.

Josh

No ensino médio, tive aulas com outro canadense. Se chamava Josh. Ele parecia bastante excêntrico e é provavelmente por isso que gostamos dele imediatamente. Seu cavanhaque se destacava mais. Ele também usava uma boina peculiar e costumava comer sanduíches com banana e manteiga de amendoim.

Como Josh não era muito mais velho que nós, passávamos muito tempo com ele, mesmo fora da escola. Nossas conversas deixaram de ser uma coleção de perguntas pré-preparadas. O inglês deixou de ser um fim em si mesmo. Se tornou uma ferramenta de comunicação. O objetivo não era mais construir frases corretas, mas trocar pensamentos, falar sobre interesses e planos. Inconscientemente, cada um de nós parou de tentar falar inglês. Simplesmente falávamos naquela língua, o que nos permitia praticar constantemente.

Não faz muito tempo, encontrei palavras intrigantes de Vince Antonucci que me fizeram olhar para essas duas experiências de uma perspectiva um pouco diferente.

“Você está tentando ou treinando um idioma?”

Antonucci explica a diferença entre tentar e treinar:

“Treinar é fazer hoje o que você pode fazer para poder fazer amanhã o que não pode fazer hoje.”

Se eu dissesse a você: “Vou lhe dar um milhão de reais se você conversar em chinês amanhã à noite.” A alta recompensa pode tentá-lo, e você responderia: – Tudo bem, vou tentar. E isso é exatamente o que você faria… você tentaria. Você não tem certeza se pode fazer isso, mas deixa ao acaso… Talvez funciona, talvez não.

Mas e se eu te contasse que você tem seis meses para se preparar? Você não iria apenas tentar. Você iria passar os seis meses inteiros treinando suas habilidades.

Quando se trata de aprender idiomas, o sucesso vem da prática contínua, da revisão e do uso de estruturas que já conhecemos em arranjos e configurações totalmente novos.

Por que é assim? Nosso cérebro precisa de tempo para automatizar todo o processo e fortalecer as conexões neurais que nos permitem entender o idioma, pensar na língua estrangeira e falar sem hesitar. Não pode ser feito em alguns dias. É por isso que a revisão e o uso constante do que já aprendemos são tão importantes aqui.

Pare de tentar. Comece a treinar o idioma!

Aqui estão algumas dicas para ajudar na transição de “tentar” para “treinar”:

1. Foque na comunicação. Deixe o idioma ser a ferramenta, não o objetivo final em si. Quando tiver a oportunidade de conversar com alguém, concentre-se em aprender algo sobre seu parceiro de conversa, em vez de se preocupar em cometer erros.

2. Organize seu tempo para que seu contato com o idioma não seja esporádico e aleatório. A consistência é a chave para aprender idiomas de forma eficaz.

3. Dê um tempo para você. Seu cérebro trabalha intensamente enquanto você dorme, usando esse tempo para organizar as informações. Certifique-se de descansar e dormir o suficiente para apoiar seu processo de aprender línguas.

Então… Você está tentando ou treinando?

Artigo originalmente publicado em sekretypoliglotow.pl em polonês. Você pode encontrá-lo aqui.

Konrad Jerzak vel Dobosz

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