Aqui estão 10 dicas da poliglota húngaro Kató Lomb sobre o que não fazer ao estudar um novo idioma:
1. Não espere para começar a estudar um novo idioma ou voltar a estudar um idioma antes de planejar uma viagem ao exterior. Em vez disso, tente se conectar com pessoas que se comunicam no idioma e visitam seu país, mas não falam seu idioma. Podem ser parentes ou amigos. Se você os acompanhar e mostrar-lhes a cidade, a gratidão deles ajudará a fortalecer seu conhecimento do idioma deles. Eles enriquecerão seu vocabulário e não prestarão muita atenção aos erros que você cometer.
2. Não espere o mesmo comportamento dos seus compatriotas. Não pratique uma língua estrangeira com eles, porque eles notarão seus erros ou, na melhor das hipóteses, te olharam como se fossem melhores nisso do que você.
3. Não pense que aprender um idioma com um professor em um curso, por mais intensivo e aprofundado que seja, seja uma desculpa para evitar o trabalho independente com o idioma. Você deve tentar folhear revistas ilustradas e ouvir programas de rádio ou gravações desde o início.
4. Ao navegar pelos materiais, não fique obcecado com palavras que você não conhece ou estruturas que você não entende. Construa seu entendimento com base no que você já sabe. Não procure automaticamente um dicionário se encontrar uma ou duas palavras que não entende. Se uma frase for importante, ela reaparecerá e seu significado ficará claro; se não for importante, você não perderá muito ignorando-a.
5. Não deixe de anotar seus pensamentos com suas próprias palavras e usar expressões familiares. Use frases simples. Palavras que você não consegue lembrar no momento podem ser substituídas por palavras do seu próprio idioma.
6. Não deixe o medo de cometer erros desencorajá-lo a falar. Um fluxo de palavras desencadeia uma reação em cadeia: o contexto o guiará na direção certa.
7. Não se esqueça das inúmeras expressões que preenchem a conversa e das frases que permitem iniciar uma conversa. É ótimo ser capaz de quebrar o gelo com algumas frases que estão sempre à mão e podem afastar o constrangimento inicial que vem quando conversamos. Você pode começar com expressões como “Meu francês está um pouco enferrujado” ou “Não falo russo faz algum tempo” etc.
9. Não deixe estruturas e expressões recém-estudadas flutuarem no ar. Fixe-as em sua memória inserindo-as em outros contextos novos: na esfera dos seus interesses, na realidade da sua vida.
10. Não tenha vergonha de aprender poemas e músicas de cor. Uma boa dicção desempenha um papel mais importante na fala do que simplesmente pronunciar corretamente sons individuais. Versos e melodias impõem certas restrições. Eles exigem que alguns sons sejam pronunciados por um longo tempo e outros por um curto período de tempo. Seu ritmo interior conduz as pessoas e as ajuda a evitar armadilhas na entonação na língua nativa.
Fonte: Kató Lomb, “Polyglot: How I Learn Languages” (livro ainda indisponível em português).
Artigo originalmente publicado em sekretypoliglotow.pl em polonês. Você pode encontrá-lo aqui.





